sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sublime Poesia


(Imagem da Net)



Invisível espaço entre a luz
do ouro nostálgico da tarde,
antes da sombra do anoitecer
e a intensidade do acontecer,
leva-me à fronteira da realidade
e liberta as minhas asas de pássaro
num voo plano de poesia e maravilha.
Em seu grito estridente e sublime
solta-me infinita no Absoluto,
Eu, de mim, mulher e deusa
e despe-me da mortal suspeita
que o ténue véu da razão sustenta.
E dum impossível imaginário
de milhões e milhões de borboletas azuis
rompendo a crisálida, em metamorfose
de gigantes mariposas flutuantes,
abre meus olhos de encantos
e cresce em meus braços
searas, caminhos e ramos
espalhando, por toda a parte,
sementes de palavras,
férteis e abundantes,
por muitos e muitos anos.





Miminho da Bel



Miminho recebido da minha querida amiga BEL, do Brasil.


Que doce encanto
a ternura do teu ser.
Amiga, gosto tanto
de novas tuas saber!


Bel, obrigada e bom fim de semana.


Um beijinho,



Isabel Branco




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Acordei e Vi...




Esperei,
insisti...
Teimei,
perdi!

----------Andei,
----------resolvi...
----------Chorei,
----------sofri!

--------------------Vagueei,
--------------------parti...
--------------------Sonhei,
--------------------esqueci!

-------------------------------Abracei,
-------------------------------vi, senti...
-------------------------------Beijei,
-------------------------------sorri!

-------------------------------------------Acordei,
-------------------------------------------adormeci...
-------------------------------------------Voltei,
-------------------------------------------renasci!

--------------------------------------------------------Lutei,
--------------------------------------------------------reagi...
--------------------------------------------------------Amei,
--------------------------------------------------------vivi!


"Selo Leitor Indispensável"



Outro selo oferecido pelo amigo Eduardo Marculino

de História Viva em:


http://historianovest.blogspot.com/

que repasso a todos os leitores deste blog.

Todos são indispensáveis,
pelo simples facto de serem leitores,
amigos e/ou seguidores.

Obrigada Eduardo e Parabéns ao seu Blog e ao trabalho que o mesmo divulga.

Um beijinho.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Higienização da Alma

Para que servem as palavras
perante este espectáculo de cor, som e cheiro.
Respira-se e higieniza-se a alma...
Tudo o mais se esquece.
Assim foi o meu fim de semana.


"Colhe todo o ouro do dia,
na haste mais alta da melancolia.

Eugénio de Andrade






















Fotos de Isabel Branco


"Selo Esperança Brasil"



Recebi do blog História Viva,

em: http://historianovest.blogspot.com/

este selo que muito agradeço e passo a divulgar.


Obrigada Eduardo Marculino.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Pierrot e Colombina


(Imagem da Net)


Num Carnaval de eterna beleza
de alegria e magia
pelos canais de Veneza
minha gôndola vazia
um barqueiro mascarado guia
e aporta na penumbra da noite fria.
Minha máscara componho
e, no meu traje de tristeza,
uma lágrima branca desliza.
Pinto-a no rosto tristonho
do Pierrot, e na sua companhia
sou eu a Colombina,
a formosa bailarina
que no meio do salão
num abraço de perdão,
com ele o amor combina
e lhe entrega o coração,
em palácio de fantasia
em baile de sonho e folia.


Isabel Branco
in: 40 Anos Depois
de Dez Degraus até ao Sol



Parabéns Mindo





Mindo

Feliz aniversário!
Muitos Parabéns
e tudo o que, de bom,
mais possas desejar.
Tchim-Tchim
com muito carinho.

Um beijinho da tua prima

Isabel Branco



domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval


(Imagem da Net)

Carnaval da alegria
do sonho e da fantasia...

Carnaval da folia
e da barriga vazia...

Carnaval da alegoria
desfilando na avenida...

Carnaval da nossa vida
num samba esquecida...

Carnaval multicolor
escondido em muita dor...

Carnaval, três dias de calor,
na irreverência do amor...

Carnaval cortejo pagão
feito festim cristão...

Carnaval da diversão
máscara liberta do coração!...

Isabel Branco
in: Meia Vida...Entre Duas Vidas
de Dez Degraus até ao Sol


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Folha em Branco





Papéis... e mais papéis...
pela mesa, pelo chão...
Espalhei-os assim, cruéis...
abrindo apenas a mão.

Agora todos baralhados
e, de papel invertido,
confundem-se misturados
sem nexo e sem sentido.

Apenas uma alva folha
a verdade me anuncia
da rima que se desfolha.

Do verso de que jaz fria
como da vida recolha
permanece ainda vazia.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Corais


"CORAIS" - Pintura da autoria da minha amiga Mª Augusta Guedes (a Blue Bird)


Esta pujança de vida e de cor inspirou-me para este poema igualmente intitulado:


CORAIS



Dançam as cores
em harmonia
ao sabor das ondas
em nostalgia...
Os nácares retidos
transparecem
em lento processo de alquimia
pelos mares intrépidos
seus incógnitos escultores
artisticamente esculpidos...
Enigmáticos tecidos,
azuis, vermelhos, garridos,
marítimas Giocondas
de paraísos tropicais
acontecem
em explosões de policromia
os recifes de corais
que aos poucos, padecem
e vão morrendo
em formas hediondas
em extensões desérticas e brutais.
Assim são os grandes amores:
Hinos coloridos,
odes de paixão e alegria
que esmorecem
se lentamente mal vividos
e das nossas intempéries globais
fatidicamente enfraquecidos.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Estou Assim...


(Imagem da Net)



Estou assim...
Fera mansa
de garras recolhidas...
Sem princípio, nem fim...
Espreguiçando ao sol,
pela sombra manhosa
e descansando de mim...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Não sou...


Cena do filme "Tristão e Isolda"



Não sou “Mariana” da fantasia do poeta,
nem a menininha de olhos azuis de mar
que o inspira nas dolorosas solidões.
Há muito que despi a bata liceal
para envergar as túnicas e vestes
do dissabor e do real.

Não sou a musa dilecta,
nem o poema a navegar
no céu das suas divagações.
Perdi-me no meu próprio sonho
de Romeu e Julieta...
Jovens, belos, Montéquios e Capoletos...
Simplesmente adormecidos
e enterrados vivos.

Dos limites que transponho
morro dos venenos bebidos.
Nos silêncios, nos ciúmes e perdões
enterro tantos dos meus medos passivos.

Fiz, no entanto, especial
um pacto com o imaginário,
(muro e poente das minhas lamentações):
Vivo a vida ao contrário,
contrária que sou nas intenções!

Principio a cada meta
se à mesma me imponho...
Não envelheço de emoções
e renasço virginal
ao passar das estações...

Não sou “Mariana” da fantasia do poeta!...

Mas a Isabel que se assina e o interpreta
e, assim... sem calendário,
se escreve consubstancial
em versos feridos
dum amor imortal!...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aquela Rua...

(Imagem da Net)




Subsiste...
Aquela rua íngreme,
estreitinha...
Escorregadia,
de paralelepípedos alinhados,
alcatifada de lilás
em macios tapetes de jacarandá
que a ladeiam.

Por lá, continuam
os cavaletes espalhados
revelando em quadros
as cores e os génios
de pintores desconhecidos.
Um deles, boina à marujo,
retoca o desenho
dum nu escultural,
que a imaginação lhe dita.

À porta do velho café
lá está o mesmo cego
tocando a gasta concertina.
Empresta ainda a quem passa
na sua melodia
tanto de tristeza como de alegria.

Lá ao cimo, uma escadaria
depois a praça
repleta de pombos
que esvoaçam ao gesto
duma mulher já idosa
apoiada numa bengalinha
que os alimenta do justo milho.
Junto ao candeeiro esguio
vagueia e chafurda
um cão vadio
nos restos dum contentor de lixo.

Insiste...
O ritmo, o frenesim,
o sobe e desce
das vidas que, por ali, se passeiam
gravadas, decalcadas
abstracta, impressionista,
surrealistamente pintadas
nas telas que os artistas
ao pincel e à tinta teimosamente
persistem em roubar.

Existe...
A mesma rua velhinha
que me lembra inteirinha
outro tempo belo e longínquo,
dos meus 20 anos floridos
em que, por mero acaso,
ao som dum acordeão,
foram meus traços cruzados
e o meu olhar impresso
no carvão dum hábil retratista.

Cumpriu-se o meu destino...
Repete-se a situação.
Volto àquela saudosa rua
em que nada mudou
senão o tempo que passou
e os meus olhos agora envelhecidos!


domingo, 8 de fevereiro de 2009


FELICIDADES!!!
Meu desejo maior
neste dia especial
para os Pais e sua "Flor"
Muitos PARABÉNS!!!
Muita AleGria
PaZ e AmOr!!!







Aniversário da Ana Filipa



Ana Filipa

Princezinha Pi festejas mais um aniversário. O teu 14º.
continua sendo a menina feliz e ladina que és e que Deus te proteja, filha minha!
Parabéns da mãe e que todos os teus sonhos se concretizem.


Um beijinho.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bradas-me tu, ó mar!


Tempestade no Mar - fotografia de Nuno Milheiros (Olhares)



Bradas-me tu, ó mar,
na fúria desmedida
com que te arremessas
contra as rochas desprotegidas…
Tudo em ti se revira
e revitaliza
em soberbo e tenebroso cenário…
A raiva, (o desengano)
que de tuas ondas se derrama
espuma-se no ar
em gana desabrida…

Bradas-me tu, ó mar,
a intenção da partida
em berrantes corais de promessas,
sargaços de polémicas esquecidas…
Tudo em ti conspira
e rivaliza
num desempenho sumário…
A força, (o poder, o tutano)
que tua tempestade aclama
espraia-se colar
em pérolas resumida…

Bradas-me tu, ó mar,
na vertigem possuída
com que viras às avessas
as tuas ironias repetidas…
Tudo em ti transpira
e suaviza
em sal e farol do meu fadário…
A alma, (o grito insano)
que por mim chama
acalma-se devagar
da tormenta renascida…


video


Névoas


(Imagem da Net)



Esta cumplicidade entre o rio e o nevoeiro
que me aparta e ausenta de sentir,
esta mórbida humidade
que se entranha nos ossos
e me impossibilita de agir,
esta nostálgica invernia
que me definha lenta
e me faz querer dormir
porque teima em persistir
e dominar-me por inteiro???
Cobre-se de luto a cidade
sob o manto da densa neblina!
Agasalho-me escondendo as mãos nos bolsos
e respiro esta melancolia
parda, feia, fria, cinzenta
de que me apetece fugir.
Anseio o sol e seu beijo fagueiro.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tributo a Camões



Luiz Vaz de Camões,
um dos maiores poetas épicos portugueses, nasceu, ao que consta
(tanto o dia, como o ano e o local são incertos para alguns historiadores)
no dia 04 de Fevereiro de 1524, em Lisboa.

Autor de Os Lusíadas e diversos e tão belos sonetos. Destes escolhi três com os quais presto o meu tributo a este vulto gigante da nossa poesia.


I

O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.

A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!


II

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso dos meus anos;
Dei causa a que a fortuna castigasse
As minhas mais fundadas esperanças.

De amor não vi se não breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!"



III

"Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus versos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são, e não defeitos...
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos!"



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Se Tu Pudesses...


(Imagem da Net)


Se tu pudesses...
não haveria distância
nem a vil corrupção ou a ganância...
Se tu pudesses...
o mundo seria a bola nas mãos duma criança
e jamais nos faltaria a esperança...
Se tu e eu pudéssemos...
ai... se nós pudéssemos...
voltaríamos à nossa infância
e reparti-la-íamos com amor e abundância.

Isabel Branco




Acreditando tudo podemos.
Um beijinho para ti Melanie e boa semana.



domingo, 1 de fevereiro de 2009

Promessa de Beijos


(Imagem da Net)


Era uma garota engraçada,
sardenta, de mini saia,
um pouco envergonhada, mas feliz!
Tímida, pedi-te dois beijos,
- um na face e outro nos lábios - ...

Lembras-te???

Foi em Março de 1972!

Tu coraste
e sério, circunspecto,
simplesmente, negaste:
“Dou-te depois!”

Entristeci...e, toda a noite, chorei.
Nunca te contei,
quanto sofri...
Quanto me julguei feia,
sem graça, esquisita, infeliz
Gata Borralheira...

Chegaram as férias!
Parti...Viajei... Depressa, voltei.
Encontrei-te, uma vez, pelos teus anos
e, depois no baile de Carnaval
com outra nos braços, dançando
sorridente, brejeiro e, de mim, distante.

Morri de ciúme mas, da raiva ressuscitei
empinhando o nariz...

Troaram as metralhadoras...
Do pátrio chão, pela raiz,
da savana nos arrancaram!
Voltei a partir mas, por breves instantes,
na debanda te reencontrei.
Febril, sofrido, amargo
repeliste-me assim:

“Não preciso de ninguém!”

Insisti, acariciei-te a mão
e teimosa deitei-te de beber.
Depois... nunca mais te vi.

Sentei-me descalça, no século passado,
no banco de pedra da vida.
E, de frente para a praia,
transformei-me em estátua de mármore
que as ondas maiores salpicam de sal,
esperando que o meu príncipe moiro
com a maré chegasse
em manhã de cristal
e me desencantasse do feitiço
com os dois beijos que (para depois),
me houvera prometido.

E eis, que agora me surges do nada
com mil beijos nos olhos,
beijando-me a cada olhar,
cheio de luz e de mar...
Percebo maravilhada
que mais que querida e desejada
fui e sou a única mulher, por ti, sempre amada!


Recado de Paulo Salvador

Caros amigos,

Gostaria de vos comunicar que vou começar já no dia 7 de Fevereiro um programa na Rádio Sim (
http://www.radiosim.pt/) , que pertence à Renascença e se dedica exclusivamente a pessoas acima dos 55 anos. É um projecto interessante. Emite em FM e Onda Média. No site podem ver as frequências.



Mas o que vos quero dizer é que o meu programa chama-se Memórias Africanas e dedica-se a entrevistar pessoas que viveram ou nasceram em África e com elas partilhar as suas memórias e saudades.
Todas as semanas tenho um convidado diferente, que será tb surpreendido com telefonemas de amigos ou pessoas que dele se lembrem. O programa é gravado e como tal estes telefonemas terão de ser tb previamente gravados (depois direi os dias e horas para tal).
O meu primeiro convidado vai ser o Farrica (Emídio), de Sá da Bandeira. Já tenho as pessoas que lhe vão deixar mensagens. Depois terei tb pessoas de outras cidades de Angola.
O que vos queria pedir é que, caso tenham sugestões sobre pessoas a convidar ou queriam participar me avisem. Convidados previstos: António Freire (Rádio Clube Huambo e Benguela), o famoso Quitos, Ondina Teixeira, Sara Chaves, etc. Caso conheçam gente de Moçambique, tb vos peço que me recomendem pessoas.
Para isto é que servem os "amigos", certo?
Passem palavra. Memórias Africanas, todos os Sábados, das 14 às 15 h na Radio Sim (tb pode ser ouvido online) 102.2 fm em Lisboa.

Um abraço,

Paulo Salvador

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O nosso amigo comum do Lobito, Álvaro Pelicano sugeriu: RIBEIRO CRISTÓVÃO e FRANCISCO ANTUNES, vulgo CHICO BAMBA.

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E eu indico dois locutores do Rádio Clube do Huambo (também dos Rádios Clubes de Benguela e da Huíla):

Alexandre Caratão
e Maria Isabel Caratão

e também grande Emídio Rangel
.

A ti, Paulo Salvador o maior sucesso para este programa.

Um beijinho,

Isabel Branco


Solidão - vista por Chico Buarque





"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma..."


Francisco Buarque de Hollanda


Tu Eras... (Pablo Neruda)




"...Tu eras também uma pequena folha

que tremia no meu peito.

O vento da vida pôs-te ali.

A princípio não te vi:

não soube que ias comigo,

até que as tuas raízes

atravessaram o meu peito,

se uniram aos fios do meu sangue,

falaram pela minha boca,

floresceram comigo..."


Pablo Neruda