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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

segunda-feira, 14 de abril de 2014

4 Míseros Banquitos



Para quem não sabe o que isto é passo a explicar: quatro míseros bancos de plástico daqueles que se compram por atacado nas lojas chinesas ao preço da uva mijona, mas não quatro bancos quaisquer pois contam uma história...e não me chamem louca...pois apenas a vou contar.
Uma história daquelas cabeludas, digna dum CSI, por tão viajados serem nos últimos dias...tão ameaçadores e coagidores, afinal misturam-se à história dum projeto mal acabado de matéria ambulante sem escrúpulos, a um ser abjeto e desprezível que se intitula rei e herdeiro dos ditos assentos.
São 4 pedaços quadrados, ocos, estúpidos, vazios, corriqueiros, cada um com 4 patas...4 tentáculos de sustentação de rabos cagarolas, fedorentos e quem sabe até pecaminosos... daqueles que nunca beberam chá quando eram pequeninos... apenas o entornaram.
Cada um destes “mochos”, como na sua sabedoria lhes chamaria a minha finada avozinha, tem um nome que, por coincidência ou não, se ajusta clinicamente ao caráter de quem tanto os ama como irmãos de criação e tem por eles um amor reconhecidamente sensitivo/afetivo que se não fosse tão caricato seria hilariante. Ora então:
O primeiro chama-se – Covarde, o 2º - Sem Caráter, o 3º - Ladrão e o 4º - Escroque!
Apelam-se de dignidade e afinal andam por aí a gerar dívidas, comendo e vivendo à conta do que sonegam do trabalho alheio, catrapiscando as garotinhas mais incautas e agindo na sombra com golpadas de mestre que lhe são tão peculiares. Realmente...são muito convencidos estes nacos plastificados...
Mas adiante...na história. Estes badamecos destes bancos tem uma particularidade, trepam uns por cima dos outros, unem-se num só, arrumadinhos num cantinho disfarçados de inúteis.
E há meses...à traição como seria de esperar, entre uma ganza ou outra, acopularam-se e (imaginem só...) fizeram um filho. Um filho da mãe dum problema bicudo a que até já sabem que nome dar: golpe da barriga se sair à mãe, golpe do baú se sair ao pai. Mas como quem dorme com crianças amanhece molhado...não tarda galgam das pernas e ala que se faz tarde até à próxima vítima. Espertos os tais bancos. Fica o aviso às meninas desprevenidas...anda à solta a quadratura das bestas. Cuidado...”preservar e cuidar” palavras de militar não é o que está a dar. Utilizar e abandonar palavras de palitar isso sim...é sempre a andar!!!!!
Passearam juntinhos e felizes, de cá para lá dentro dos porta bagagens, entra carro e sai carro em busca da casa encantada. Encontraram o destino...que lindo...uma cozinha nova para os 4 objetos servirem de amparo a rabinhos cansados, necessitados de apoio, o “Covarde”com medo da vizinhança e dos cobradores, o Sem Caráter aquele traste convencido e jingão de sempre, o “Ladrão” roubando como tão bem sabe fazer e o “Escroque” aperfeiçoando a técnica.
Quanto a mim...numa modesta opinião, a vontade era parti-los “cornos abaixo”, (perdoem a expressão menos própria, mas infinita e deliciadamente imaginada), escavacá-los em pedaços na cabeça do “campeão da parada” que os traz à cena, talvez assim fossem personagens de jeito nesta história sem sentido. Mas, e já que da fama de bruxa não me livro, atentai...pois que... eu os amaldiçoo até à vigésima quinta geração de bancos, banquinhos e banquetas, “banquelas e bancões” apelando a todos os seres superiores que do Além me protegem e me regem eu vos condeno a pagar, nesta vida, e a provar da vossa própria medíocre plasticidade...pois afinal, de 4 míseros senta cus nunca hão-de passar. Estão marcados! Fatalmente malditos. Quem em vós, distraído, se sentar um dia há-de no chão terminar!...

Ahahahahaahahah...ahahahah...ahahhahah....a minha gargalhada de escárnio!...

Isabel Branco

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"Os Parasitas só se Desenvolvem em Ambientes Conformistas"





"Os parasitas só se desenvolvem em ambientes conformistas"


Trago hoje este provérbio popular, tão acertado, para falar dessa praga que se alastra.


Existe, infelizmente uma comunidade de inúteis que, à semelhança do real, prolifera neste mundo virtual da Internet. Aquilo a que chamo de párias, vermes, parasitas, “chulos”, pústulas sociais... Ignóbeis, cuja imaginação é tão pobre que não vai mais além que servir-se do que outros sejam capazes de realizar. Privou-os Deus de ética, senso, educação ou princípios e andam por aí, à solta, num palavreado nojento, plagiando e utilizando nomes, criações e trabalhos de outros blogs ou sites, à laia de chacota, escondidos no anonimato, em avatares hediondos e na falta de carácter.


A todos eles, sejam lá quem forem, o meu vómito. Apenas posso manifestar, publicamente, o meu repúdio e desprezo e desejar que se engasguem do próprio veneno e definhem na sua frustração e inutilidade.


Toda a crítica (ainda que desprezível) é aceitável desde que não interfira com os direitos alienáveis de cada um.


Enterrem as carapuças e aprendam a ser gente.
Afinal, sóis vós que nos tornam melhores!



sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"A INÚTIL" escreveu a Miguel Sousa de Tavares - A todos os Professores!

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008



(Imagem da Net)

Porque mereceu a minha atenção, e admiro a frontalidade, trancrevo:

" 'A inútil'escreveu assim a Miguel de Sousa Tavares : sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura!
Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados. Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe:

Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos



Etiquetas: Frontalidades
publicada por Isabel Branco @ 12:57