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segunda-feira, 14 de abril de 2014

4 Míseros Banquitos



Para quem não sabe o que isto é passo a explicar: quatro míseros bancos de plástico daqueles que se compram por atacado nas lojas chinesas ao preço da uva mijona, mas não quatro bancos quaisquer pois contam uma história...e não me chamem louca...pois apenas a vou contar.
Uma história daquelas cabeludas, digna dum CSI, por tão viajados serem nos últimos dias...tão ameaçadores e coagidores, afinal misturam-se à história dum projeto mal acabado de matéria ambulante sem escrúpulos, a um ser abjeto e desprezível que se intitula rei e herdeiro dos ditos assentos.
São 4 pedaços quadrados, ocos, estúpidos, vazios, corriqueiros, cada um com 4 patas...4 tentáculos de sustentação de rabos cagarolas, fedorentos e quem sabe até pecaminosos... daqueles que nunca beberam chá quando eram pequeninos... apenas o entornaram.
Cada um destes “mochos”, como na sua sabedoria lhes chamaria a minha finada avozinha, tem um nome que, por coincidência ou não, se ajusta clinicamente ao caráter de quem tanto os ama como irmãos de criação e tem por eles um amor reconhecidamente sensitivo/afetivo que se não fosse tão caricato seria hilariante. Ora então:
O primeiro chama-se – Covarde, o 2º - Sem Caráter, o 3º - Ladrão e o 4º - Escroque!
Apelam-se de dignidade e afinal andam por aí a gerar dívidas, comendo e vivendo à conta do que sonegam do trabalho alheio, catrapiscando as garotinhas mais incautas e agindo na sombra com golpadas de mestre que lhe são tão peculiares. Realmente...são muito convencidos estes nacos plastificados...
Mas adiante...na história. Estes badamecos destes bancos tem uma particularidade, trepam uns por cima dos outros, unem-se num só, arrumadinhos num cantinho disfarçados de inúteis.
E há meses...à traição como seria de esperar, entre uma ganza ou outra, acopularam-se e (imaginem só...) fizeram um filho. Um filho da mãe dum problema bicudo a que até já sabem que nome dar: golpe da barriga se sair à mãe, golpe do baú se sair ao pai. Mas como quem dorme com crianças amanhece molhado...não tarda galgam das pernas e ala que se faz tarde até à próxima vítima. Espertos os tais bancos. Fica o aviso às meninas desprevenidas...anda à solta a quadratura das bestas. Cuidado...”preservar e cuidar” palavras de militar não é o que está a dar. Utilizar e abandonar palavras de palitar isso sim...é sempre a andar!!!!!
Passearam juntinhos e felizes, de cá para lá dentro dos porta bagagens, entra carro e sai carro em busca da casa encantada. Encontraram o destino...que lindo...uma cozinha nova para os 4 objetos servirem de amparo a rabinhos cansados, necessitados de apoio, o “Covarde”com medo da vizinhança e dos cobradores, o Sem Caráter aquele traste convencido e jingão de sempre, o “Ladrão” roubando como tão bem sabe fazer e o “Escroque” aperfeiçoando a técnica.
Quanto a mim...numa modesta opinião, a vontade era parti-los “cornos abaixo”, (perdoem a expressão menos própria, mas infinita e deliciadamente imaginada), escavacá-los em pedaços na cabeça do “campeão da parada” que os traz à cena, talvez assim fossem personagens de jeito nesta história sem sentido. Mas, e já que da fama de bruxa não me livro, atentai...pois que... eu os amaldiçoo até à vigésima quinta geração de bancos, banquinhos e banquetas, “banquelas e bancões” apelando a todos os seres superiores que do Além me protegem e me regem eu vos condeno a pagar, nesta vida, e a provar da vossa própria medíocre plasticidade...pois afinal, de 4 míseros senta cus nunca hão-de passar. Estão marcados! Fatalmente malditos. Quem em vós, distraído, se sentar um dia há-de no chão terminar!...

Ahahahahaahahah...ahahahah...ahahhahah....a minha gargalhada de escárnio!...

Isabel Branco

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Agradecimento




Agradecimento:

- Aos nossos amigos dos tempos de Angola, na maioria do Lobito e Nova Lisboa;

- Aos amigos e colegas do meu pai, quer do Banco de Angola, quer do C.F.B., quer da C.G.D.;

- Aos nossos amigos e familiares da África do Sul, Lisboa, S. Pedro do Sul, Tondela, Barrancos, Stº António Cavaleiros e aos também espalhados pelos quatro cantos do mundo;

- Aos vizinhos e amigos das atividades e c...oletividades em que os meus pais participavam;

- A toda a equipa pedagógica que presta apoio à minha irmã;

- Aos meus colegas e amigos da RTP;

- A toda a nossa família;

- Aos profissionais de saúde que, no Hospital Beatriz Ângelo, acompanharam os últimos dias do meu pai;

- Aos meus amigos e poetas aqui do Facebook com quem partilho momentos, amizade e poesia.


Na impossibilidade de responder individualmente a todas as mensagens de condolências que no Facebook, presencial e telefonicamente me deixaram, pela partida terrena do homem de que muito me orgulho ter sido o meu pai, quero agradecer a todos o gesto, o carinho, a força que cada uma delas transmitem a mim e à minha família.


Do fundo do coração um enorme obrigada.

Um beijinho a todos.



Isabel Branco







quarta-feira, 5 de junho de 2013

LUTO



É de dor e luto a minha hora...esta madrugada o meu pai partiu para a sua viagem final depois de meses em grande sofrimento.


A todos os meus e seus amigos e colegas, informo que:

Joao Dos Santos Branco faleceu esta madrugada e que o seu corpo irá para a Igreja de Stº Antº dos Cavaleiros a partir das 16h de hoje. O funeral seguirá amanhã (depois da missa - penso que às 15h30) para o Cemitério de Camarate com cremação às 17h.

Obrigada e um beijinho.

Isabel Branco


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

...Porque te amo...

(Foto de Maria Manuela Xu)

…PORQUE TE AMO…

  
Pergunto à ingénua e violeta flor
que envergonhada se esconde…
Pergunto ao inconformado vento
que uivando furioso se afasta…
Pergunto à lua, ao sol, ao mar,
que se entrelaçam em beijos de cor…
Mas…nenhum deles me responde…
… porque te amo, meu amor?!


Isabel Branco





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Às Vezes...





Às vezes, canso-me das pessoas e do mundo,
das angústias, dos pontos sem is e até de mim...
Ausento-me da confusão e balbúrdia que me rodeia,
escondo-me na concha dos meus anseios,
mar de vastidão na agonia dum suspiro!
Na bipolaridade das inquietações,
sento-me, leio, medito e viajo
na aragem dum qualquer jardim,
no silêncio onde navego e me afundo,
âncora das horas malditas que calo
escrevendo na memória pedaços do festim
que os abutres devoram... sem intenções!

Às vezes, rio-me das pessoas e do mundo,
da falsa ilusão a que cada um se agarra e, assim...
cada vento é a tempestade que se semeia,
liberto-me das amarras, dos fins e dos meios
das ampulhetas, dos punhais com que me firo.
Solto no sorriso o vendaval de emoções,
abro as portas que fui fechando e ajo
tocando a flauta, ecoando o clarim,
anunciando o quanto de puro ou imundo
pode o pensamento que não falo.
Sem medos, sem vergonha, sem fim
renasço nas cinzas dos meus vulcões!

Isabel Branco

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domingo, 1 de julho de 2012

Isabel Branco na "Corda Bamba"



Isabel Branco - uma das autoras
no Lançamento da Coletânea de Contos
"Corda Bamba"

O lançamento da Coletânea de Contos Corda Bamba ocorreu ontem, dia 30, pelas 20.00h, na Fábrica Braço de Prata, um belíssimo espaço dedicado à literatura, à arte e à cultura duma forma geral e situado em Lisboa.





Este livro, editado pela Pastelaria Studios,  reúne estilos muito diversificados 91 autores portugueses, brasileiros e argentinos, entre os quais me encontro com um dos meus contos:  "Um Presente Misterioso" que vos convido a descobrir.



Tem prefácio de Tereza Queiroz, que diz o seguinte:

"Porque quem sente, sempre se sente em (des)equilíbrios (in)sustentados numa bamboleante Corda Bamba, aqui contamos histórias, as reais, as possíveis, as impossíveis e as quase irreais.

As canetas correram, os teclados sofreram dedilhados, as folhas de papel amachucado, e os visores, quase apagados, viveram histórias incontáveis, que se contam ao correr da pena, ao correr dos dedos, ao correr de uma alma que se sente num fôlego ou num suspiro.

Histórias que correm a uma velocidade incontrolável.



Histórias reais, sentidas num fio de tinta, de fio a pavio e esborratadas em vidas sem relatos.

As nossas histórias, as nossas vidas, as histórias deles, as vossas vidas e a vida dos outros.

Realidades manuscritas, manuseadas, elaboradas e manipuladas por quem sabe aquilo que quer contar.

Assim, cozinhámos uma Colectânea recheada de odores agridoces, de sabores metálicos, de suspiros salgados, de doces desencontros e de picantes encontros.

Aceitaram o nosso desafio e contaram-nos tudo aquilo que queríamos ouvir! Foi um grito encorajado para quem escreve sem medo de se deixar cair, sem rede e sem sustento.



Histórias de uma vida qualquer! Na Corda bamba!


Teresa Maria Queiroz"





Mais fotos deste evento em: 


para outras questões ou opiniões:





Leia, divulgue os belos contos que aqui se contam.  
Parabéns a todos os outros autores que, tal como eu, apostaram o seu nome e as suas histórias nesta Coletânea.
Parabéns à Editora, Parabéns à Teresa e Parabéns a todos os que trabalharam para que esta obra nascesse.


ISABEL BRANCO


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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Angélico







Jaz morto o menino de sua mãe...
Menino lindo de olhar doce,
corpo esbelto, música na voz,
ritmo e sensualidade em cada poro,
jovem traído pela vida
a meio da sua estrada...
Calou-se, para nós,
angélico seu coração!
Sua alma sã voa agora embalada
nos sons diferentes que nos trouxe
estrela deste ou doutro firmamento...
Menino anjo de sua mãe,
num adeus sem despedida,
ganhou asas e dimensão...
Jaz morto! Por ele choro,
filho amado e palco
de tantas outras mães...

Isabel Branco

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Amo como...





Amo como ama o amor.

Não conheço nenhuma outra razão para amar

senão amar.

Que queres que te diga, além de que te amo,

se o que quero dizer-te é que te amo?



Fernando Pessoa


domingo, 18 de abril de 2010

Festa da Flor 2010 - Parabéns Madeira



Parabéns à equipa da RTP - Baião, Tânia, Malato e todos os que estiveram por trás desta transmissão. Parabéns Madeira, por este espectáculo de flor, cor e amor.

Festa da Flor 2010 - Madeira



A prova irrefutável do renascer!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

2009 - Festa da Flor - Ilha da Madeira



A próxima Festa da Flor decorrerá entre 17 (Cerimónia do Muro da Esperança) e 18 (Grande Cortejo Alegórico) de Abril de 2010.

(Para melhor ouvir qualquer destes vídeos, baixe o som da Rádio Nostalgia, lá no fundo da página do blogue)


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Novas imagens da tempestade na Madeira - Video RTP 1



Incrível... o corpo que se vê a sair do carro azul e a ser arrastado pela fúria da água e da lama... que impotência perante o inevitável!...


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010