segunda-feira, 16 de março de 2009

Um Doce Afago de Mel


(Imagem da Net)



Somos sede, lágrimas, suor,
afecto numa mistura salina,
amarga, terna, dúctil, incolor
em transparência quase ambarina;

Depois... um doce afago de mel,
num horizonte ocre de purpurinas
em matizes de ouro e tons pastel
e saudades mil de azul anilinas.

Apenas, esse... o mar que nos separa
em poentes de distância e esplendor
numa afinidade tão única e tão rara.

Em pinceladas de crédula cor
esperamos a nossa manhã clara,
pintando o arco-íris do nosso amor!




4 comentários:

meus instantes e momentos disse...

parabens pelo post, lindo, muito bom.
Belo blog.
Maurizio

Isabel Branco disse...

Maurizio

Grata.

São instantes...são momentos...
pedaços que se soltam da pele!
Vazam da alma sedentos
e ganham forma na brancura do papel...

manzas disse...

Lindo soneto!

Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
Nas vastas planícies, terras por conquistar…
Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

Um resto de uma agradável semana!

Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

Isabel Branco disse...

Manzas

Vindo de reinos distantes
chega outro rei conquistador.
Na peleja, nada fica como dantes
anuncia em voz grave o trovador.

Em terras de aquém e além mar,
doutras gentes, doutras atitudes,
há mundos novos a desbravar
um império a expandir nessas latitudes...

Urdem-se as hostes guerreiras
de garridas cores vermelhas
e águias impõem nas bandeiras.

Das espadas reflectem centelhas!
Nascem glórias verdadeiras...
O sangue...a dor... jorram em parelhas!


Boa semana e um beijinho.