terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sob a Neblina


(Imagem da Net)



Misto de ternura e melancolia
um manto branco de neblina,
denso, cobre agora a cidade.
O sol pardo, impenetrável,
ausente da manhã fria,
deixa, em mim, a saudade,
da esplendorosa colina
que teu olhar reflectia.
E a minha alma vazia,
(outrora alegre e menina),
transparece a cor infindável,
estranha, opaca, ferina,
duma solidão insustentável!


6 comentários:

O Profeta disse...

Parei na viagem de rumo e estrelas
Sentei-me à beira de uma lagoa sussurrante
Um Milhafre fitou-me zombeteiro
Hesitei na procura do adiante

Na ilha há sempre uma criatura em vigília
Há sempre um feiticeiro vento
Há sempre uma flor que a alma seduz
Há sempre no acontece um mágico momento




Doce beijo

Luis F disse...

Um bonito momento aqui encontro e nas palavras navego nas asas que crio.

Parabéns

Com amizade
Luis

Argos disse...

Talvez a neblina deixe passar um pouquinho de azul e um pouquinho do calor do sol...esperança?

Um grande abraço

Isabel Branco disse...

Profeta

Pudera eu
meu olhar perder de vista
nessa ilha...
e do vento...e do mar
ser a alma, a rainha
que tal paz conquista!

Um beijinho.

Isabel Branco disse...

Luis

Nascem asas onde o pensamento
é uma ave que livre voa.

Um beijinho

Isabel Branco disse...

Argos

O azul ainda que, por vezes, escondido mora em mim...na serenidade, na afirmação, na certeza do futuro. Os dias um pouco em cor de cinza refazem-se a cada sol e a cada acreditar de Primavera.

Um beijinho.