terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sem Rumo





Sem rumo,
louca,
na poeira das estrelas,
na cauda dos cometas,
adormeci.
Ciranda de pedra
transformada
mil sóis de ouro
reflecti.

Sem rumo,
rouca,
na brisa do tempo,
no beijo eterno do mar,
aflui.
Despida, Fedra,
amaldiçoada,
galáxias de luz
esqueci.



8 comentários:

Rosangela Neri disse...

Voltei a te bisbilhotar rsrsrs.
Amei "Sem Rumo" tá parecido comigo e muuuuuuuito!
Beijinhos e boa semana!

Isabel Branco disse...



Há dias assim... em que nos identificamos com outras coisas e pessoas. Volta sempre.

Um beijinho.

Tétis disse...

Olá Isabel

Há muito tempo que não passava por aqui e confesso que já tinha saudades de te ler, de me encantar com a maneira como brincas com as palavras e tão bem as sabes conjugar para nos dares maravilhosos poemas como este "Sem Rumo".

Parabéns e obrigada por momentos de beleza como este.

Beijinhos

Vieira Calado disse...

Olá, boa noite!

A luz... diz-me qualquer coisa...

E as galáxias e estrelas...

vão direito ao meu blog de astronomia...

Gostei do seu poema.

Bjs

Isabel Branco disse...

Tétis

Que é a poesia senão um brincar com as palavras ao ritmo da emoção e do sentir???
Obrigada pelo elogio, embora ande um pouco arredia e me doa escrever nesta fase da minha vida.

Um beijinho.

Isabel Branco disse...

Vieira Calado

A poética coincidência entre a luz e as estrelas do mesmo céu que nos inspira... Aproveitei para visitar este seu blog que desconhecia ainda. Parabéns pelo livro e boas vendas.

Um beijinho.

Argos disse...

Quem tem um dom para escrever, como a Isabel, deve fazê-lo sempre.
Escrever em todos os momentos da vida, bons ou maus, mesmo que por vezes lhe pareça uma escrita sem rumo, porque para os outros, os que a lêem, o “Sem Rumo” é uma bússola!

Obrigado por compartilhar connosco os seus poemas “sentidos” e um grande abraço

Isabel Branco disse...

Argos

Tantas vezes sem rumo rumamos a portos seguros!

E ser essa "bússola" é uma valia que por certo me inspira. Grata pelo estímulo.

Escrever...Aqui e além!...
Quem sabe não é viver
a outra vida que a gente tem.

Um beijinho.