sexta-feira, 5 de junho de 2009

Voltarei...






Voltarei em cada gota de orvalho,
de olhos húmidos e lábios de cereja
para beber dos teus o sol da manhã...

Voltarei em cada pingo de chuva
de alma limpa e corpo são
para ser teu lençol, teu berço, teu chão...

Voltarei em cada botão de rosa
de seda púrpura vestida
para que a tua mão me desnude...

Voltarei em cada silêncio
de escorregadias pedras calcetado
para te ouvir meu nome murmurar...

Voltarei em cada memória
de mel e de branco ornada
para sentir o doce beijo prometido...

Voltarei em cada passo teu
de mim renascida e vingada
para nova e conjunta caminhada...

Voltarei em cada adeus,
de novo, gaivota de asas abertas
para abraçar tua praia deserta...

Voltarei em cada entardecer
de mar em azul aguarela
para em teu horizonte anoitecer...


8 comentários:

Gleidston disse...

A primeira vez aqui, espero retornar para abrilhantar meus olhos com tais palavras que aqui encontrei,parabens Menina por cada inspiração que gotejou em seus sentimentos.

desejo á voce um otimo domingo.

beijo!

Isabel Branco disse...

Gleidston

Agradeço a visita e a ternura das suas palavras. Volte sempre.

Este canto de poesia
não é uma sala vazia.
É uma casa de emoção
ao tic tac dum coração.

Um beijinho.

OUTONO disse...

E eu VOLTAREI...sempre..para a tua leitura.

Obrigado por esse conforto!

Beijinho

Luis F disse...

Um excelente poema...

Adorei ler e reler.

Grande momento e por isso aplaudo de pé.

Eu também voltarei a este belo espaço.

Com amizade
Luis

Isabel Branco disse...

Outono

Obrigada eu.

Pela partilha e emoção
das palavras que, sentidas,
brotam entre a imaginação
como orquideas floridas...

Um beijinho.

Isabel Branco disse...

Luis

Pelo aplauso a minha congratulação.
Com humildade, todos os dias, voltarei
para que o mar da minha poesia se espraie
e a brisa meus versos sussurre...

Um beijinho.

Paula Raposo disse...

E com tudo isso...eu também voltaria! Beijos.

Isabel Branco disse...

Paula

Olá e boa semana.

Ainda que chova e a terra se alague
cada retorno saberá a bonança!
Tomara que em quantidade se espalhe
e grata se irmane à esperança!

Um beijinho.