terça-feira, 16 de junho de 2009

Insónia


(Imagem da Net)



Esquece-se o poema
da hora
e, insónia,
vagueia pela madrugada...
Perde-se no dilema
de escrito amanhã ou agora,
no texto flor da begónia
desabrochada...
Confunde-se no tema,
no contexto que o devora
e insónia, apenas insónia,
vislumbra a alvorada.



10 comentários:

O Profeta disse...

Um areal morno acolheu
Teus passos ávidos da chegada
Caminhas na procura das marcas
De uma espera desencontrada

Calmaria!
A bonança reivindicou o Sol no celeste
Uniram-se os pedaços de rasgada vela
Tua alma retomou o sonho adiante


Boa semana


Mágico beijo

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amiga! Olha estive dando umas voltinhas, quando avistei esse teu belo espaço, invadi, gostei e não resisti em dizer-te, que fiquei maravilhado com o poema. Parabéns!

Beijos,

Furtado.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Perde a insônia, mas deixa essas palavras lindas como testemunha.

Beijo grande, Isabel linda.

Rebeca

-

Isabel Branco disse...

Profeta

AH! SE O SONHO...

Ah! Se o sonho fosse a vela,
a quilha do navio conquistador,
quem sabe seria também a tela,
o espelho d'águas enganador.

Ah! Se o sonho fosse a chegada,
ainda que breve e fugidia,
a alma solta, revigorada,
a dura partida não sentiria!

Resistente à fúria dos vendavais,
no alto mastro ondulante
se agitaria em volúpias especiais.

E naquele porto distante,
praia de tormentos e ais,
acostaria até ao sonho adiante.

Um beijinho.

Isabel Branco disse...

Furtado

O reconhecimento do nosso trabalho é sempre bem vindo e apreciado.
E para quem escreve agradar a quem nos lê é estar mais além... "é ter sede de infinito" ...

Volta sempre e obrigada.

Um beijinho.

Isabel Branco disse...

Rebeca e Jota Cê

Não há sono ou insónia
capaz de destruir a palavra.
Ainda que muda
esta tem a força e o poder
de tudo conseguir ou mudar.
Se em poema transformada,
ganha "asas de condor"
e, nos céus da fantasia,
voa livre e sublimada.

Um beijinho.

Paula Raposo disse...

Belo, muito belo o teu poema! Beijos.

Isabel Branco disse...

Paula

Belo o ávido instante...
do encontro entre a tinta e o papel:
O milagre flagrante
das palavras em carrossel!

Belo na fúria e intenção
da branca folha desvirtuada
na loucura da imaginação
assim ao mundo anunciada.

Belo o sentir, o contentamento...
Doce ironia do poema conseguido,
clímax dum belo momento,
entre as palavras acontecido!

Um beijinho.

Rosangela Neri disse...

Belíssimo como sempre!!!

Beijinhos de boa semana!

Isabel Branco disse...



Boa semana para ti também.

Fresca a água cristalina
que da fonte escorre.
Assim, a palavra genuína
ao sonho do poema concorre.

Um beijinho.