terça-feira, 25 de setembro de 2012

Galinhas do Mato...




Galinhas do mato...

com cheiro de selva...

e cores de criança!

Fugindo do prato...

chiscando na relva

os tons da esperança!



Isabel Branco




domingo, 23 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prefácio de Ecos d´Alma













Prefácio de Ecos d'Alma de Fátima Porto

A poesia de Fátima Porto tem a leveza duma nuvem, o sabor do vento agitando as canas que a maceração transforma em açúcar, o correr manso e romântico das águas límpidas do rio Catumbela que, da roça, o transporta mundo fora, adocicando as bocas, os corações e as mentes.

Nos sons do silêncio, no abrir e fechar das gavetas da memória, no encontro da tinta com a folha branca do papel, no aprazível jogo das palavras e do tempo, perpassa os olhos e os sonhos de menina, a sensualidade felina de mulher, as asas que a imaginação determina, o poder e a magia que se quiser.

Ora cruzando a ponte no comboio da realidade, ora amargando o pó da estrada da vida, esbate a argilosa terra que a viu nascer numa saudade permanente e em cada verso transparece laivos dum sol doirado e quente, praias longínquas de deslumbramento e serenidade a que as emoções se juntam num ritmo crescente de sentimentos e verdade, na inexplicável e terna libertação do ser em forma de poema e ECOS d’ALMA.

Isabel Branco

Lisboa, 10.04.2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Príncipe Sapo





Desejei-te príncipe

saíste-me um sapo.

Verde, feio, frio,

...escorregadio...



Chafurdas nos charcos

parceiro da lua,

saltitando, de folha em folha,

na busca desenfreada

da efémera beleza de lótus...



Tentei o beijo

humilhei os afetos

esqueci o brio...

E nada resultou...

Nada... nada te transformou!



Neste feitiço que me cega

coroei-te...Rei dos Sapos...

e da minha alma também!



Escondes o olhar,

coaxas o silêncio!

Recolhes-te na tua bolha,

enchendo, de moscas, o papo

espreguiçando a pele nua...



Porém, conheço-te de fio a pavio

e, na camuflagem das fotos,

a imagem que vejo

é a dum príncipe que chora...



Isabel Branco

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Poema a giz





Que importa agora a raiz,

o sonho, o inesperado


ou, quiçá, até o combinado



se a eternidade afinal dura tão pouco

e é agora o momento de ser feliz?!

A maré muda, ao vento amainado 

e o local calmo e tranquilo 

com a rede balançando

de repente vira o centro do furacão.

Passado é passado

e o futuro... incógnito, ignorado!...

Escrevo-te, agora, poema a giz

na negra ardósia do instante

que nos torna naquilo

que nos devolve o coração,

pétala rubra fascinante,

no momento oportuno,

ainda que desassossegado.



Isabel Branco









Como Usamos o Nosso Olhar; Os Pescadores - Rúben Correia




 101º Programa - Rúben Correia - DIZER POESIA by MarIsabel Branco 



101º Programa: Rúben Correia - Como Usamos o Nosso Olhar; Os Pescadores; - (Meu_Golo na Baliza da Memória)

http://tv.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=3273

ou

http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/dizer-poesia

Transmitido na RDP Internacional a 28 e 31 de agosto de 2012.


Um dia a máscara cai...




A máscara não cai de certos rostos,
deambulantes vis do alheio.
Os vinhos resultam dos mostos,
o carater do berço e do devaneio.

A imaginação,  dom ou talento
abunda-lhes, em efeito contrário,
no zurripiar  fraudulento
básico, infantil e primário!

Mas...um dia a máscara cai
e mostra a sombra que encobre!
Do âmago da alma nada lhes sai
e toda a gente o descobre!...


Isabel Branco



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

37 anos de amargura




Trinta e sete anos de amargura
desde a nossa despedida,
terra, berço, mãe, longura
amor único de toda uma vida…

Esta dor que profunda,
viva, me cava a sepultura,
que argilosa se desprende
e basáltica me encarcera…

Esta saudade que infinda,
triste ainda me murmura,
que planáltica me compreende
e oceânica me desespera…

Prende-se nos rios da memória,
nos desertos do sofrimento
e, nas inquietas areias do tempo,
escreve comigo a minha história.  


Isabel Branco


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

...Porque te amo...

(Foto de Maria Manuela Xu)

…PORQUE TE AMO…

  
Pergunto à ingénua e violeta flor
que envergonhada se esconde…
Pergunto ao inconformado vento
que uivando furioso se afasta…
Pergunto à lua, ao sol, ao mar,
que se entrelaçam em beijos de cor…
Mas…nenhum deles me responde…
… porque te amo, meu amor?!


Isabel Branco





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Às Vezes...





Às vezes, canso-me das pessoas e do mundo,
das angústias, dos pontos sem is e até de mim...
Ausento-me da confusão e balbúrdia que me rodeia,
escondo-me na concha dos meus anseios,
mar de vastidão na agonia dum suspiro!
Na bipolaridade das inquietações,
sento-me, leio, medito e viajo
na aragem dum qualquer jardim,
no silêncio onde navego e me afundo,
âncora das horas malditas que calo
escrevendo na memória pedaços do festim
que os abutres devoram... sem intenções!

Às vezes, rio-me das pessoas e do mundo,
da falsa ilusão a que cada um se agarra e, assim...
cada vento é a tempestade que se semeia,
liberto-me das amarras, dos fins e dos meios
das ampulhetas, dos punhais com que me firo.
Solto no sorriso o vendaval de emoções,
abro as portas que fui fechando e ajo
tocando a flauta, ecoando o clarim,
anunciando o quanto de puro ou imundo
pode o pensamento que não falo.
Sem medos, sem vergonha, sem fim
renasço nas cinzas dos meus vulcões!

Isabel Branco

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Todas as Bibliotecas; Sou Português Aqui; Sobre Uma Imagem de Guerra; Cantiga Felina - José Fanha




98º Programa - José Fanha - DIZER POESIA by MarIsabel Branco


98º Programa: José Fanha_Todas as Bibliotecas; Sou Português Aqui; Sobre Uma Imagem de Guerra; Cantiga Felina; - (Meu_Metaforica(mente)) 

http://tv.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=3273 ou

http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/dizer-poesia


Transmitido na RDP Internacional a 7 e 10 de agosto de 2012.