domingo, 1 de julho de 2012

Isabel Branco na "Corda Bamba"



Isabel Branco - uma das autoras
no Lançamento da Coletânea de Contos
"Corda Bamba"

O lançamento da Coletânea de Contos Corda Bamba ocorreu ontem, dia 30, pelas 20.00h, na Fábrica Braço de Prata, um belíssimo espaço dedicado à literatura, à arte e à cultura duma forma geral e situado em Lisboa.





Este livro, editado pela Pastelaria Studios,  reúne estilos muito diversificados 91 autores portugueses, brasileiros e argentinos, entre os quais me encontro com um dos meus contos:  "Um Presente Misterioso" que vos convido a descobrir.



Tem prefácio de Tereza Queiroz, que diz o seguinte:

"Porque quem sente, sempre se sente em (des)equilíbrios (in)sustentados numa bamboleante Corda Bamba, aqui contamos histórias, as reais, as possíveis, as impossíveis e as quase irreais.

As canetas correram, os teclados sofreram dedilhados, as folhas de papel amachucado, e os visores, quase apagados, viveram histórias incontáveis, que se contam ao correr da pena, ao correr dos dedos, ao correr de uma alma que se sente num fôlego ou num suspiro.

Histórias que correm a uma velocidade incontrolável.



Histórias reais, sentidas num fio de tinta, de fio a pavio e esborratadas em vidas sem relatos.

As nossas histórias, as nossas vidas, as histórias deles, as vossas vidas e a vida dos outros.

Realidades manuscritas, manuseadas, elaboradas e manipuladas por quem sabe aquilo que quer contar.

Assim, cozinhámos uma Colectânea recheada de odores agridoces, de sabores metálicos, de suspiros salgados, de doces desencontros e de picantes encontros.

Aceitaram o nosso desafio e contaram-nos tudo aquilo que queríamos ouvir! Foi um grito encorajado para quem escreve sem medo de se deixar cair, sem rede e sem sustento.



Histórias de uma vida qualquer! Na Corda bamba!


Teresa Maria Queiroz"





Mais fotos deste evento em: 


para outras questões ou opiniões:





Leia, divulgue os belos contos que aqui se contam.  
Parabéns a todos os outros autores que, tal como eu, apostaram o seu nome e as suas histórias nesta Coletânea.
Parabéns à Editora, Parabéns à Teresa e Parabéns a todos os que trabalharam para que esta obra nascesse.


ISABEL BRANCO


*********

sábado, 2 de junho de 2012

Absurdos...








O absurdo maior,
o maior dos absurdos
não fazia sentido...
Num ápice...agora faz...
Agora joga com o tempo perdido
e inverte qualquer recomeço,
qualquer fim ou dor.
De mal a pior,
a noção, a certeza, a prova,
em  movimentos surdos,
mostram quão incapaz
se articula a vontade
no julgamento da palavra!
A inocência, a verdade, o amor...
Ah!!! Como absurdos pesam 
na balança dos silêncios,
no toque febril dos sentidos!
Ecos de liberdade
pedindo vida e ganhando cor...
Afinal de contas, desde o berço,
de absurdos sou filha e escrava,
e até à morte, bandeira desfraldada,
meu estandarte e clamor!

Isabel Branco

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sempre com a mesma lista; Cirúrgia - Fátima Marinho

82º Programa - Fátima Marinho - DIZER POESIA by MisabelBranco1

82º Programa: Fátima Marinho_Sempre com a mesma lista; Cirúrgia - (Meu_Já) 


http://tv.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=3273 ou

http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/dizer-poesia


Transmitido na RDP Internacional a 17, 19 e 20 de abril de 2012.


Remanceando




Embaciam-se-me os olhos
na prata fluída dum rio
que corre sereno, manso
caudal de lágrimas ao desafio!
Espelham o sol da manhã,
acordando do justo descanso,
levando, misturadas com hortelã,
saudades minhas, aos molhos,
num chorinho, na correnteza, no arrepio,
ao peito teu - meu remanso.




Isabel Branco

terça-feira, 27 de março de 2012

Primavera



Chilreiam felizes os pardais
saltitando de ramo em ramo...
As árvores vestem-se de cor,
Incendeia-se o sol no horizonte...
Intensa, liberta-se no ar
a doce fragância das magnólias...
Bailam os insectos zumbindo
entre as pétalas carnudas
e as corolas desabrochadas
sedentos do amarelado nectar.
Exala-se e respira-se a poesia da tarde
numa calma e contagiante alegria. 
É Primavera a estação do amor!
E eu...cheia de ideais...
apeada...na fila diária 
para o maldito autocarro!


Isabel Branco

Remorso; Sirene; Última Véspera; Há Coisas - Inês Lourenço

79º Programa - Inês Lourenço - DIZER POESIA by MisabelBranco1

79º Programa: Inês Lourenço_Remorso; Sirene; Última Véspera; Há Coisas - (Meu_Não tenho pressa) 


http://tv.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=3273 ou

http://www.rtp.pt/multimediahtml/audio/dizer-poesia


Transmitido na RDP Internacional a 27, 29 e 30 de março de 2012.


domingo, 25 de março de 2012

Sementes do Nada



Semearam o trigo em abril de alvoroço.
Colhemos o joio nos nacos de miséria
servidos todos os dias ao almoço
em bandejas repletas de fome séria.


Nos prados floridos da primavera
murcham os cravos tombados.
Nada alcança a gente que espera
senão direitos e subsídios usurpados.


E o vento ... uivando nas searas vazias,
enrolando o feno seco dos sem razão,
embala-nos manso em toadas e poesias,
a nós, mendigos do luso e pátrio chão.


Isabel Branco


Inquietudes


Andam bocas pelo ar,
esfomeadas de fama...
Vozes escancaradas
no ridículo que as inflama,
mentes inquietas
pela inveja corrompidas,
passos incertos
e atitudes pouco retas...
Andam olhos cegos
calcorreando a calçada,
vazios de luz
açoitando a palavra,
alimentando os egos...
Andam os ouvidos fechados!
Nem dá para acreditar...
Injúrias ...Inquietudes...tantas aí Jesus...
Calei-vos... Ouvi! E vede!
Parai...aprendei com o silêncio
o ouro que se derrama
pelas cascatas da sensatez.
Bebei...e matai essa sede!
Deixai que cresça viçosa e ereta
a sábia planta da poesia
em vós semeada!...


Isabel Branco