quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cama e Mesa


Para ouvir este video baixe o som da Rádio Nostalgia (no fundo da pág.)


Cama e Mesa - Roberto Carlos

Eu quero ser sua canção
Eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca
Ser o seu batom...

O sabonete que te alisa
Embaixo do chuveiro
A toalha que desliza
No seu corpo inteiro...

Eu quero ser seu travesseiro
E ter a noite inteira
Pra te beijar durante
O tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra
No seu quarto adentro
Te acordar devagarinho
Te fazer sorrir...

Quero estar na maciez
Do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade
Desses seus segredos
Quero ser a coisa boa
Liberada ou proibida
Tudo em sua vida...

Eu quero que você me dê
O que você quiser
Quero te dar tudo
Que um homem dá
Pra uma mulher
E além de todo esse carinho
Que você me faz
Fico imaginando coisas
Quero sempre mais...

Você é o doce
Que eu mais gosto
Meu café completo
A bebida preferida
O prato predileto
Eu como e bebo do melhor
E não tenho hora certa
De manhã, de tarde
À noite, não faço dieta...

Esse amor que alimenta
Minha fantasia
É meu sonho, minha festa
É minha alegria
A comida mais gostosa
O perfume e a bebida
Tudo em minha vida...

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe...

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida
Na justa medida...

O homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe...

Mas o homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe...

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida
Na justa medida...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Cores - (num miminho da Melanie)



Este o miminho da Melanie conforme comentário abaixo.

Obrigada querida amiga.

Um beijinho

A Cores




Já não me dói o silêncio,
nem o tempo desperdiçado!
Restam-me as memórias
a preto e branco,
longínquas do passado...
Movo-me de infinito
na perspectiva do sonho,
como um pássaro aflito
dando asas à imaginação
e vivo as cores de cada instante
com intensidade e paixão.


domingo, 22 de agosto de 2010

Actriz




Das varandas do meu medo,
entre o cetim adamascado
das dependuradas colchas
e o garrido aremessar
dos bouquets de flores,
aplaudo a desconhecida,
a actriz que me tornei.

Há nos meus olhos um segredo
que não quis divulgado...
Meus lábios, duas conchas,
nos teus procuram o mar...
Encenei tantos amores
e, no palco real, me vi perdida
na loucura com te amei...


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Borboletas Azuis



(Imagem da Net)



Processo cada imagem
que se esbate na memória,
cada fugaz instante,
cada inesquecível viagem,
cada gesto flagrante
da minha, da nossa história...

Certezas poucas
entre tantas incertezas...
Entre silêncios e distâncias,
saudades loucas...
Alegrias, mágoas e ânsias
entre tantas tristezas!

Liberto-as ao vento
qual ágeis borboletas
em mistérios de azul...
E, nelas, me acorrento,
sem norte, nem sul,
em fatais piruetas...

Duvido da verdade,
do senso, da razão:
Se alguma vez aconteceu,
ou se nem foi realidade;
Se alguma vez foste meu,
ou se és fruto da minha imaginação...


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sei lá...


Foto Montagem de Isabel Branco



Desejos, quimeras...

Pedaços de sonho
arrastados na praia
de tantas Primaveras!

A imagem que reponho
tão distante da menina, da catraia,
entre as rugas esconde
o mesmo sorriso, o mesmo sentir.

Foram mares, foram guerras...
Desertos de árida solidão,
tempestades...dor, emoção!

Sei lá...o que ainda estará por vir???!!!
Sei lá...como e aonde???!!!
Em que distâncias????...Em que terras????

O espelho apenas me diz a razão...

Não me rouba o sonho,
nem me nega o que ainda o quero deveras,
até que a morte me dê a mão...




Chega-me das Ilhas






Chega-me das ilhas
a branda maresia
com suas maravilhas
aportando a maré vazia.

Trazida pelos ventos
envolve-se na areia
embrulhada em lamentos,
tempestade de lua cheia.

Ladainhas...e ave-marias
em uníssono, entre velas,
espantam a dor e as arrelias.

Ilhéus...gentes singelas,
vestem de luto as alegrias
entre a bonança e as porcelas!



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Amo como...





Amo como ama o amor.

Não conheço nenhuma outra razão para amar

senão amar.

Que queres que te diga, além de que te amo,

se o que quero dizer-te é que te amo?



Fernando Pessoa


A distância...





A distância faz ao amor

aquilo que o vento faz ao fogo:

apaga o pequeno,

inflama o grande!



Roger Bussy-Rabutin




sábado, 7 de agosto de 2010

"Eu sei que vou te amar"


(para ouvir este video, baixe o som nos fones da Rádio no fim da página )


Maysa canta "Eu sei que vou te amar" do poeta Vinícius de Moraes.

Limelight - Julio Iglesias e Trio Irakitan!!!



(Baixe o som da Rádio no fim da página para ouvir este video)


Limelight - Julio Iglesias e Trio Irakitan!!!

Clipe com cenas do filme. Limelight, que se passa em Londres, no ano de 1914, às vésperas da I Guerra Mundial. Mas foi filmado no Estados Unidos.Este foi o ano em que Chaplin realizara seu primeiro filme. Calvero (Chaplin), um palhaço de teatro bastante famoso,
mas agora um bêbedo contumaz, salva de tentativa de suicídio uma jovem dançarina chamada Thereza, mas de nome artístico Terry (Claire Bloom). Servindo-lhe de enfermeiro até recobrar a saúde, Calvero ajuda Terry também a recuperar seu amor-próprio e retomar a carreira. Ao fazer isto, também ele retoma sua auto-confiança, mas suas tentativas em novamente atuar são fracassadas.Terry declara que deseja casar-se com Calvero, apesar da diferença de idade entre ambos. Entretanto, ela tinha ajudado um jovem compositor, Neville, que Calvero acredita ser um melhor companheiro para ela. A fim de permitir que o romance entre ambos ocorra, Calvero sai de casa e torna-se uma artista de rua.
Terry agora estrela seu próprio espetáculo e, por acaso,
encontra Calvero, persuadindo-o a voltar aos palcos para
uma apresentação beneficente. Junto ao seu antigo parceiro (Keaton), Calvero realiza uma volta triunfante,
mas sofre um ataque cardíaco e morre, a poucos passos de Terry que, no segundo ato da peça, dança no palco.
O fundo musical, maravilhosamente interpretado po Julio Iglesias, com a linda canção Candijeras e o Trio Irakitan, da mesma forma sensacional, Luzes da Ribalta.
Ribalta, palavra feminina de origem italiana, significa uma fila de luzes à frente do palco, entre o palco de boca e o lugar destinado à orquestra.Limelight e Candijeras são traduções em inglês e espanhol.


Puedo escribir los versos mas tristes esta noche.....



Puedo escribir los versos mas tristes esta noche.....


(Baixe o som nos fones da R.Nostálgia no fim da página para ouvir este video)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

História de um Amor



Ana Gabriel & Júlio Iglésias - História de un Amor


Para melhor ouvir este video baixe o som da Rádio Nostalgia no final desta página


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Na Tua Nudez


(Imagem da Net)



Expões-te...
Desnudas-te...
Publicas-te em fotos...
Das pudibundas partes te mostras...
Vestido apenas de afectos
dás-te enquanto homem,
e, ainda que, grotescamente,
pretendas afirmar o contrário,
inteiro te entregas ao conflito da razão,
do ser, do sentir, do corpo e do coração!
E... vences distâncias...alcanças a fonte,
renasces...
na simplicidade do gesto,
na inocência da dádiva,
na masculinidade da expressão...
Tântrica, gratuitamente,
da bruta lava incandescente
serenas e acalmas
o púbico monte,
espalhando na nudez a ilusão
e o gosto agridoce da saudade!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ter




Tive febres de mudança,

tive fúrias de partida!

Tenho paz na lembrança,

tenho a vida colorida!!!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Apego


(Imagem da Net)


Não sei se a alguém o disse,
nem sei sequer se o sonhei...
Se, simplesmente, o maldisse
ou, quem sabe, até o inventei...
Mas... este apego que sei,
meio real, meio crendice,
chama por quem tanto amei

mesmo parecendo idiotice!!!


sábado, 19 de junho de 2010

Até sempre Saramago


Um até sempre Saramago


Retrato do poeta quando jovem


Há na memória um rio onde navegam
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.

Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.

Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.

Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.

José Saramago