sábado, 24 de outubro de 2009

Parabéns Eduardo... Parabéns Adão...

Parabéns Eduardo...meu grande amigo Ed...ombro, mar e inspiração das horas precisas...

Parabéns, também para ti, Adão...eterno companheiro das letras e das coisas belas da vida...

Escorpião


reabre um novo ciclo e reina no seu espledor como se pode confirmar em:

http://www.misteriosantigos.com/escorpiao.htm

(página interessante que tu Ed gostarás de ler, até pelas leituras sugeridas).

Um dia, aliás, um ano muito feliz, cheio de saúde e alegrias.



Um grande beijinho.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Plúmbea...


(Imagem da Net)


De novo a chuva...
O Inverno, a semente
e a terra que gira,
que sente...

Encharcada...fértil
como útero de gente!

Olhos marejados
na cinza penumbra
e uma gaivota plana
num aceno de lonjura...

Duma janela fechada
sem limite, sem horizonte,
com ela, a alma voa no ardil
da tarde feia e escura...

Parte...triste, plúmbea,
escusa e de amor ausente!
Assim... perdida, indiferente,
à paisagem se mistura!

Ah! Destino amargo e vil!...
Se amor bastava, somente!



terça-feira, 20 de outubro de 2009

FIM


(Imagem da Net)


Adormeci no tempo das pitangas
a lágrima farta que o vento arrasta.
Vagueei nesse agreste deserto
que no meu sonho perdura.
Descalça, incauta
pisei as tórridas areias,
as dilacerantes pedras,
tapete e mar do meu caminho.
Entre as luzes da ribalta,
ah!...coração como me enganas...
(tão longe e tão perto,
das loucas vozes que semeias),
na senda duma simples travessura
quedei-me em profunda melancolia,
num arabesco desenhei a palavra fim
e morri, devagarinho, dentro de mim...



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sem Rumo





Sem rumo,
louca,
na poeira das estrelas,
na cauda dos cometas,
adormeci.
Ciranda de pedra
transformada
mil sóis de ouro
reflecti.

Sem rumo,
rouca,
na brisa do tempo,
no beijo eterno do mar,
aflui.
Despida, Fedra,
amaldiçoada,
galáxias de luz
esqueci.



Prémio Dardos - pela 2ª vez



É com prazer que recebo, novamente, o prémio Dardos que, desta vez, me chega pelas mãos de Eduardo Marculino de História Viva -

http://historianovest.blogspot.com/


Apesar das regras que são a divulgação de quem o oferta e a transmissão de testemunho por outros 15 blogs que possamos considerar merecedores do mesmo, oferto-o a todos os blogs com os quais mantenho uma relação de amizade e respeito e que de uma forma ou de outra se distinguem quer na poesia, quer noutras formas de expressão ou outros campos da arte .


Obrigada e um beijinho a todos.



domingo, 11 de outubro de 2009

Pressentir...




Chegaste trazido pela mão de Deus
cativando meu espírito
e adoçando o meu sentir.

Cruzaste o meu destino,
cavaleiro andante das histórias,
testemunhando o momento e o poema.

Partilhaste memórias, ideais,
vinculando a tua mágica filosofia
para lá das janelas virtuais.

Riste menino, prazenteiro,
acenando do alto da gávea
no vislumbre do mar que nos une.

Recordaste o sortilégio, a argilosa terra,
sofrendo a angústia da saudade
do colorido chão da nossa mocidade.

Deste-me a beber da sabedoria
pelo cálice de ouro verdadeiro,
sendo e ignorando o definir.

Escondes-te, agora, no vazio,
remetido ao enigmático peso do silêncio
fechando as portas, entre nós, abertas.

Partes...Pressinto-o! Envolto em mistério...
Sem palavras, sem porquês, sem adeus,
presente num passado sem futuro!


Um Abraço



Os “amigos do Farol Chamado Amizade” - http://nuestramizade.blogspot.com/ repartem um abraço, com um pequeno desafio que consiste em responder a três perguntas:


1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?

2 - Quem nunca abraçarias?

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?


Em seguida devo passar esse abraço a alguns amigos escolhidos, ou permitir, alterando um pouco as regras, que outros amigos o levem também daqui.


As minhas respostas são:

1- Quem mais gostas de abraçar no presente?


Todos os que me são queridos. A ternura do abraço dá-me forças para seguir a jornada. Principalmente, as minhas filhas em cujo abraço sinto o mundo inteiro.


2 - Quem nunca abraçarias?


Os amigos da onça...Magoam e despedaçam em cada abraço.

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?


Os que já partiram (familiares e amigos) que guardo no coração e me abraçam na saudade. Mais alguém...(não digo quem) muito especial, que estando vivo tudo faz para que o julgue morto. Abraçá-lo-ia ternamente, mesmo assim.


Um abraço a todos os amigos neste pequeno presente:



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Prémio VejaBlog




VejaBlog - Seleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil! - disse...
VejaBlogSeleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil!http://www.vejablog.com.brParabéns pelo seu Blog!!!Você está fazendo parte da maior e melhorseleção de Blogs/Sites do País!!!- Só Sites e Blogs Premiados -Selecionado pela nossa equipe, você está agora entre os melhores e mais prestigiados Blogs/Sites do Brasil!O seu link encontra-se no item: Bloghttp://www.vejablog.com.br/blog- Os links encontram-se rigorosamenteem ordem alfabética -Pegue nosso selo em:http://www.vejablog.com.br/seloUm forte abraço,Dário Dutrahttp://www.vejablog.com.br

Dário

Mais uma vez o meu grande obrigada por estar novamente classificada como blog da semana. Muito me honra estar junto de tantos brasileiros passando a palavra e o carinho pela poesia.


Um beijinho


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Coroa de Louros




Transcrevo do blog "Um Farol chamado Amizade": - http://nuestramizade.blogspot.com/

A Coroa de Louros é o mais antigo símbolo ou condecoração concedido por vitória ou mérito. Começou a ser utilizada na Antiguidade, entre gregos e romanos, nomeadamente nos Jogos Pithios, um festival Pan-Helénico anterior às Olimpíadas que acontecia cada quatro anos no santuário de Apolo, em Delfos. Era o símbolo da vitória pela sua associação com o deus Apolo, sendo concedida a vencedores de competições ou como reconhecimento de mérito a artistas e outras pessoas que se destacavam em diversas áreas.
Queremos com este Prémio, à semelhança dos antigos gregos e romanos, homenagear com uma Coroa de Louros todos os nossos seguidores pelo trabalho desenvolvido na blogosfera, donde têm resultado “blogues de reconhecido mérito”.
Assim, é com todo o prazer e com todo o nosso carinho e Amizade que entregamos esta “Coroa de Louros” a todos os seguidores de “Um Farol chamado Amizade”.
Parabéns amigos, levem este prémio convosco e coloquem-no no vosso “Blog de Reconhecido Mérito”!...
Publicada por Amizade em
12:49 87 fachos de luz
Etiquetas: ,

e recolho-o com humildade e amizade num imenso obrigada, aos amigos Argos e Tetis que tão valioso contributo têm prestado aos valores da nossa cultura.

Um beijinho a ambos.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Envelhecer num Minuto


(Para melhor ouvir este video baixe ou desligue o som da Rádio Cotonete, no final da página)

(Um miminho do meu querido amigo Adão):

Aqui está um tema que me interessa. O envelhecimento.
Repara que tu, eu, os autores do filme - todos nós - partimos do princípio de que é inevitável envelhecer.

Olhamos à nossa volta e vemos tudo a envelhecer.

Mas, será que é verdade?

O mar envelhece?

Ou somos nós que o estragamos e fazemos envelhecer?

E a chuva? A chuva envelhece?

As núvens? Envelhecem?

Parece-me que não.

Todos esses elementos - FEITOS EXACTAMENTE DA MESMA SUBSTÂNCIA QUE NOS FAZ A NÓS - o espírito (ou energia, se preferires) TRANSFORMAM-SE CONSTANTEMENTE.

Por outras palavras: renovam-se constantemente. Não envelhecem.
Renovam-se, porque ACEITAM A VIDA! Fluem com a vida. Não lhe resistem.

Aceitam CADA MOMENTO tal como é. Para eles não há TEMPO.

Não existe nem o ontem, nem o amanhã.

Não têm uma MENTE, que está sempre FORA do momento, do agora, presa ao ontem ou temerosa do amanhã.

Por isso, não envelhecem.

Um beijinho para ti,

Adão


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Beijo


(Imagem da Net)


Beija-me... gota de orvalho,

lágrima de luz em cada amanhecer.

Flores ao vento nos amaremos!



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meu Tempo


(Ironia do Tempo - Imagem da Net)


Tenho entre os dedos
um relógio de prata
cravejado de pedraria...
Seguro o tempo por instantes
e, por instantes, sinto o tempo
que deixei de viver!

O relógio, a prata,
as finas e preciosas pedras
perduram pelo tempo
a sua intemporal travessia...
Eu, porém, por mais que queira,
vivo o escasso tempo que é meu,
feito de sonhos e de medos!

Porquê, então, perdê-lo
na inútil tentativa de retê-lo?
Observá-lo... é um dos meus segredos!
Mas, vivê-lo... Ah! Vivê-lo...
A maior das minhas constantes!


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Apenas e Agora


(Imagem da Net)



Já não há o antes ou depois.
Há o apenas e agora.

Os livros que não li
ficaram no outrora,
na estante do nunca,
do quem sabe, ou do talvez.
Os que saboreei e reli,
sem dúvida nenhuma,
o e, o mas, o porém,
o momento, a hora,
abertos sobre a mesa,
contam, um a um, por sua vez,
a história que, sem demora,
principia no fim e, sem desdém,
se finda no se
ao qual estou presa
sem causa ou razão alguma.

Já não há o antes ou depois.
Há o apenas e agora.

Já não és tu, já não sou eu,
nem nenhum ou nada de nós dois.
São as esperanças arquivadas,
penduradas em panfletos.
As palavras escusadas
são nos dicionários esqueletos.

Já não há o antes ou depois.
Há o apenas e agora.

Apenas um silêncio que me devora
agora que o contexto se desvaneceu.
Apenas um Inverno gélido que incomoda,
depois dum reencontro inesperado,
antes da partida anunciada,
agora o clímax, o auge, o apogeu.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Só Tu...


(Imagem da Net)


Não sei a razão...
Não me interessa o motivo.
Estou sem imaginação...
De escrever me esquivo.
De mim, arredia
fugiu a poesia.
Apenas, em ti, meu amor,
meu azul intenso de cor,
consigo pensar
e inteira quero estar.
Hoje, perdi o tema
e, só tu, és o meu poema!



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pode-se escrever





Pode-se escrever sem ortografia
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua sem saber essa língua
Pode-se escrever sem saber escrever
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem caneta
Pode-se sem caneta escrever caneta
Pode-se sem escrever escrever pluma
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se escrever nada sem sabermos
Pode-se escrever sabermos sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever com nada
Pode-se escrever sem nada
Pode-se não escrever


Pedro Oom


terça-feira, 7 de julho de 2009

METAFORICA(MENTE)


(Fado - Serigrafia de Júlio Pomar)


Esgotada... até à última gota,
sorvida de cristalino cálice
a metáfora em dó redunda
ao ritmo grotesco dum tambor.
Veste saias de lascívia
em despropositado despudor
na dança do faz de conta.

Rodopia em redondilha
suja os pés em caustica lixívia
e estonteada a pobre até rima.
A desértica planície do seu pranto
na voz ardente dum cantor
faz bela figura e tem estilo
e à rufia vira fado, num ápice.

Em crescente apoteose
sobe aos palcos a maltrapilha.
Ovacionada, erecta, lígia,
na antecâmara da morte,
prosopopeia se afirma.
Ingere finalmente a overdose
e o público espantado... delira!


sábado, 4 de julho de 2009

Com meu reconhecimento pela sua sensibilidade...

deixo à minha Poetisa Azulinha ...

meu "Coração"



Coração... meu coração!!!


Como caixinha que se preze
meu coração é guardador...
há sempre lá, num cantinho,
lugar p'ra mais um Amor!!!

Meus amores são múltiplos
de infinitos, no meu querer...
juntinhos no meu coração
renovam-me, para meu Viver!!!

Aconchego bem esta caixinha
bem dentro do meu peito...
Por ser minha, é muito minha...
e... ao AMOR... me dou direito!!!


de:aileda/adeliavaz

Há...


(Imagem da Net)


Há um pássaro sereno
de plumagem luzidia,
dum azul único, turquesa,
liberto dentro de mim,
no âmago do meu espírito.

Há um recanto ameno
com cheiros de maresia
onde se respira grandeza,
templo e secreto jardim
da minha sede de infinito.

Há um espaço onde o aceno,
quieta e doce melancolia,
é resposta, com certeza,
água benta, bálsamo, jasmim,
às dúvidas em que medito...

Há um tempo pequeno
- entre a lua e a maré vazia -
feito de verdade e clareza
que me recheia, assim,
na iminência do conflito!


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Outro miminho




Em maré de mimos recebi este ramo de flores da minha amiga Aileda poetisa das palavras e da cor. Recordando Nilton César e o "Receba as Flores que lhe Dou" em:
entardeci mais doce e saudosa.

Um beijinho e obrigada Aileda.