
(Imagem da Net)
Vejo partir todos os barcos,
todas as pequenas faluas
deste meu Tejo abandonado...
Vejo rasgadas as mil e uma bandeiras,
a meia haste, para mim, hasteadas
neste meu mar tenebroso, irado...
Sabem-me os lábios ao sal
das lágrimas, em vão, choradas
gaivotas das esperas derradeiras
nas amarras do medo poisadas.
Vejo o breu, sem estrelas, sem luas
e nas tuas íris coloridos arcos
deste meu estar desassossegado.
Vejo floridas as esperanças primeiras
nas incandescências inesperadas
desse teu jeito silencioso e calado...
Sabem-me a fel, a bílis...(tão mal...)
as horas neste cais desperdiçadas,
musas... da desdita companheiras,
nas ondas dum adeus levadas...
Isabel Branco
2 comentários:
Um poema Belissimo, Admiravel, em um blog Avassalador. parabens. Amei de verdade este espaço.Estou cá, lhe convidando a visitar o meu blog, muito simplório por sinal, e se possivel seguirmos juntos por eles. Estarei grato esperando por voce lá. Abraços de verdade
José
Obrigada pelas palavras e por ter gostado deste meu espaço.
Peço desculpa, só agora responder e aparecer também pelo seu blog que vou ver e apreciar com calma, mas os tempos estão dificeis com muito trabalho e pouco tempo disponível.
Uma óptima passagem de ano e que 2011 traga tudo de bom que dele possamos esperar.
Um beijinho,
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